Solavancos nas ruas do Rio: buracos e asfalto irregular viram alvo de queixas constantes de motoristas e motociclistas
30/03/2026
(Foto: Reprodução) Asfalto irregular provoca queixas de motoristas e lidera chamados no 1746 no Rio
Buracos, rachaduras e desníveis no asfalto continuam entre os principais desafios enfrentados por motoristas e motociclistas no Rio. Apenas nos três primeiros meses deste ano, a Prefeitura registrou quase 12 mil pedidos de reparo por meio do serviço 1746 — número que coloca a demanda entre as cinco mais frequentes da cidade.
Na Avenida Professor Manoel de Abreu, no Maracanã, bueiros desnivelados, buracos e fissuras fazem parte da rotina de quem passa pela via. Em diversos trechos, o asfalto irregular obriga os motoristas a reduzirem a velocidade e desviarem constantemente, em meio ao risco de danos aos veículos.
“O carro vai sacolejando. É uma mistura de tudo, né? Isso vai prejudicando o veículo. Se você pegar, dá para generalizar para o Rio de Janeiro todo”, afirma o vendedor Reinaldo Leal.
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Mais adiante, na Avenida Engenheiro Otacílio Negrão de Lima, em Vila Isabel, a situação se repete. Uma placa de ferro instalada na via não está no mesmo nível do asfalto, o que agrava o problema.
Motoristas enfrentam buracos e desníveis em vias do Rio
Reprodução/TV Globo
Um motorista de ônibus que passa pela região relata dificuldades no dia a dia. “Está difícil. Faz tempo que não tem recapeamento aqui. A gente, como motorista, fica nessa luta. Os passageiros sentem o impacto, e às vezes não tem como desviar”, diz.
Perto do Grajaú, a situação é ainda mais crítica. No entorno da Praça Verdun, o asfalto irregular dificulta até a travessia de pedestres.
A médica Maria de Fátima Assis conta que já sofreu uma queda ao atravessar a rua.
Maria de Fátima conta que já caiu ao atravessar rua por causa de buraco no asfalto
Reprodução/TV Globo
“Eu vejo toda hora pessoas caindo. Eu mesma caí na semana passada. Torci o tornozelo, não foi grave, mas poderia ter sido muito pior”, relata.
Além dos buracos, o desnível causado por sucessivas camadas de asfalto também preocupa. Em alguns pontos, reparos são feitos, mas acabam deixando a pista irregular. Tampas metálicas de galerias pluviais fora do nível da via agravam o risco para motoristas e pedestres.
De acordo com dados da prefeitura, entre janeiro e março foram registrados 11.942 pedidos de reparos relacionados a buracos, deformações ou afundamento do asfalto.
A Secretaria Municipal de Conservação iniciou a operação Asfalto Liso pela Tijuca. Segundo o secretário Diogo Vaz, os trabalhos serão ampliados para outras regiões.
“A próxima etapa é o Centro e áreas próximas. Depois seguimos para as zonas Oeste e Norte. Tudo é feito com planejamento da CET-Rio, e as obras acontecem à noite para não atrapalhar o trânsito”, explica.
Na Avenida Brasil, na altura de Bangu, motoristas aguardam melhorias. Na pista lateral, no sentido Centro, ondulações no asfalto prejudicam a circulação.
O entregador Ricardo Antunes afirma que o problema afeta até o trabalho. “O carro pula muito, chega a quebrar mercadoria”, diz.
Segundo a prefeitura, Campo Grande lidera o número de chamados relacionados a problemas no asfalto na cidade.
Asfalto irregular e rachaduras dificultam a circulação da cidade
Reprodução/TV Globo